Estava aqui trabalhando e você acordou para a mamada da meia-noite.
Filha, você é um barato. Tão meiga, tão delicadinha, tão carinhosinha. Mamou, mamou, depois te coloquei no berço e continuei fazendo um carinho na sua cabeça. Você abriu os olhinhos, deu um sorriso simpático, meio de quem estava curtindo o carinho, meio de agradecimento e voltou a dormir. Ai, ai...minha delicinha.
A respeito de você ser nossa menina-sorriso, vou falar uma coisa séria: que bom, que bom você é assim, porque cada
sorriso seu parece me dizer: "Mãe, relaxa, foi brutal, mas deu tudo
certo no final, eu estou bem, passei bem por isso tudo...eu sou
muito feliz, mamãe"...
Nada é mais importante pra mim do que a
sua felicidade e a da sua irmã. Nada, nada. Como ouvi um dia por aí, que
bom seria se a gente pudesse ter um ralo, por onde escoasse qualquer
trauma, dor, tristeza ou lembrança ruim. Eu abriria mão dos ralos a que
tivesse direito para que vocês os tivessem em número mais que suficiente. Só por garantia. Ai, se eu pudesse. Faria tudo, o que fosse possível e o impossível também.
Mas, como isso não existe, me agarro no sorriso iluminado de vocês. Enquanto houver seu sorriso do outro lado, aqui do meu "eu consigo me orientar" e seguir em frente, cada vez mais confiante e feliz.


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